quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

LXXXI

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voltei calmamente com a seda no passo meliante da malícia pilantragem. o mandrião barbudo começa a preparar o artesanato transgênico – a diamba danada. ele parece um artista ou um excelente gourmet, um estiloso chef de cozinha preparando um prato delicioso de ervas sagradas.
n’entanto, ele termina o engenho verde.
- vamos rangar? ele perguntou.
- simbora! respondi instantaneamente.
- quer fazer as honras, de fumar primeiro, bicho?
- beleza.
- mano, muito bom esse hidropônico aqui, hem!...
- é sim. é transgênico? perguntei.
- é. . . e com alto nível de THC. o barbudo respondeu.
- eu nem perguntei o seu nome... qual é o seu nome? como se chama, irmão?
- pig.
- pig? por que pig? é teu apelido, né? por que te chamam de pig?
- é porque eu não sou muito afeito a banhos. e cultivo essa barba toda aqui. como você pôde notar. . .
ele tinha mesmo uma gigantesca barba que quase chegava aos joelhos.
- meu nome é pig. não gosto de tomar banho. sou um remanescente hippie da grande onda desbundada de 72. fumo desde os 11 anos e não sou viciado.
- é, isso aaaaêêêê, bicho!. . .
- tá bem apertado mesmo esse charuto!?
- tá mesmo. . .!
- quer matar? tá na ponta do arremate...
- não, já tô bem legal já. tô satisfeito. tranquilinho, na boa. fluindo, fluindo, fluindo, fluindo, fluindo.......... . . . . . . . . . .

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