quinta-feira, 26 de novembro de 2009

LXXIII

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neste mesmo bar. havia um casal mui entrosado. amando-se. amando-se. se beijando entre goles de cervas. não sei o porquê me veio uma onda errada de porre e resolvi atrapalhar o átimo deles. . .
- “porra! parem de se chavecar assim! isso está me enjoando, me enojando. isso está me embrulhando me enchendo de náuseas!!!”
o homem respondeu alterado e completamente irritadiço:
- “tu tá maluco? perdeu a noção do perigo, seu viado??? quer morrer bem aqui!!?? fica na tua e deixa a gente aqui sossegado na boa!!! seu vacilão de merda!!!!!”
- “e qual é? só não quero ver casalzinho assim desse jeito se grudando na minha frente!”
- “porra! seu infeliz, filho de uma puta! vaza! vaza! vaza! segue teu rumo, babacão!”
- “e qual é???”
- “qual é... é o caralho! seu filho de putos! vou te emparedar de porrada se tu não correr logo daqui!!”
- “vai tomar no terceiro olho do seu cu!”
- “comé qué!!!!???” ele de súbito me desferiu uma de esquerda e outra de direita na fuça da minha face.
- “hhuaaaaaaiiii!!! seu corno!!!!!”
- “comé qué!!!!??? repete!!! desgraçado!!!”
- “CORNO!!!!”
- “ah então tu vai se fuder de vermelho agora! toma de novo!!!” mais-uma-vez desferiu uma penca de golpes no meu rosto e também na boca do meu estômago. estei, fiquei sem ar. totalmente estirado entregue no chão quente da esquina da rua. todos os cachaceiros que ali estavam ficaram em polvorosos comemorando o desenrolar da selvagem refrega.
no final, eu pedi arrêgo. bandeira branca. trégua. e ele me deu um chute derradeiroso na fuça. apaguei. com o nariz desaguando em sangue. só me recordo de ter sido jogado ao avanço no meio da minha cama.

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